24.2.08

José Bonaparte

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Minha cena favorita de um filme que não me agradou, Goya's Ghosts, como já escrevi alguns posts atrás.

1808. O novo rei da Espanha, José Bonaparte, irmão de Napoleão, examina as obras de Bosch, Goya e Velásquez, na Galeria Real de Madri, decidindo quais mandará para o seu irmão imperador, em Paris.

Quem estiver a fim, pode baixar esse clipe aqui.

11.2.08

Jornalismo histórico ao invés de História

Num primeiro momento, 1808, de Laurentino Gomes, pareceria um D. João VI no Brasil for dummies, exceto pela abrangência da pesquisa realizada – ainda que exclusivamente de fontes secundárias – e pela pertinência das analogias entre o Brasil de hoje e o de duzentos anos atrás. O livro também se apóia demais em fontes extraídas da internet, o que é edificar sobre a areia, mas isso faz parte da nova tendência de escrever História neste país: a acessibilidade e a fluidez textual substituindo o rigor histórico e a elegância estilística. O estilo jornalístico já invadiu a literatura, agora se apodera da historiografia. Concordo que Oliveira Lima é meio chato de ler, mas que ensina a escrever, ensina. 1808 desperta o gosto pela História do Brasil, embora não pelo idioma do Brasil (assumindo que este ainda seja o português).

Não tenho pachorra para conferir a pletora de dados e números fornecidos na obra, mas confesso que minha fé na exatidão do autor foi levemente abalada por ele não ter, a julgar pela bibliografia, consultado uma fonte primária sequer – isto é, documentos originais, ao invés de outros livros que citam esses documentos – e também por ter errado feio ao parafrasear Chateaubriand, que definiu Napoleão como “o mais poderoso sopro de vida que já animou o barro humano”, e não como “o mais poderoso sopro de vida que já tinha passado pela face da Terra”, conforme citou Laurentino na página 44. Tampouco entendi o uso de “George III” ao invés de “Jorge III”, uma vez que a obra está, ao menos oficialmente, redigida em português. E o “benções” da página 146, juntamente com os muitos outros erros de ortografia e gramática ao longo das mais de 400 páginas, não me surpreenderam de todo, familiarizado que já estou com a péssima qualidade da Editora Planeta no que tange a revisão de texto e traduções.

Mas são bagatelas, admito, e essa pequena obra-prima do jornalismo histórico bem merece ser adotada por escolas de ensino médio do país.

7.2.08

A morte de Andy Warhol

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Cena do filme Basquiat (1996), de Julian Schnabel.

Se quiser, faça o download desse clipe aqui.